quinta-feira, 3 de maio de 2012

LÍRIOS (Ao amigo Leandro Lenne)


Lentamente a canção veste-se de cores...
São os amores perdidos que se cobrem de lírios. Delírios!
As flores sobre a mesa ensaiam o pretexto da chegada.
A senda se abre para receber a alvorada
Que se solta morna nos finos fios de seus cabelos
E o perfume invade a casa fechada.
Uma a uma, as pétalas róseas começam a saltar.
Um salto para além de uma última primavera.
Quisera eu, ter esse gesto de espera
E aprender a amar como quem chega
Nas notas da canção inesperada,
Onde a poesia é o corpo da mulher amada.

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