quinta-feira, 5 de abril de 2012

A VIDA EM PONTO E VÍRGULA

A vida é uma imensa colcha de retalhos,
Talhos na carne da história.
Uma luz acesa nas sombras,
Um conto de perdas e glórias.
A vida é um mar revolto,
Um arco íris torto sob o céu,
É um véu que se rasga aos poucos...
A vida é esse imenso habitat dos loucos.
Ora ruína falida de anseios e culpas,
Ora alegria e paz absolutas.
A vida é esse mistério velado,
Esse ciclo sem fim.
Vida que começa e termina
Todos os dias assim:
A vida que faz poemas;
A vida das putas, beatas, inocentes falenas.
A vida dos bêbados e dos descrentes.
Ávida ciranda dos desvalidos,
Cicatriz dos convalescidos.
A vida, alegria dos ricos,
Fardo dos pobres;
A vida castelo de mendigos,
Choupana de nobres.
A vida, buraco sem fundo,
Fim de mundo,
Navalha cortante;
A vida, felicidades da esposa
E migalhas da amante.
A vida,
Escoria dos estorvos,
Planeta de corvos,
Ferida pungente...
A vida,
É a sina de uma gente que grita,
Que a vida é esse turbilhão
De incertezas e escolhas.
A vida é esse vinho lacrado
E sem saca rolhas!

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