terça-feira, 10 de abril de 2012

INTROSPECTO

O silencio morto das coisas de ontem ainda me habita.

Me habitam também o medo e a ansiedade.

Caminho agora pra dentro de mim.

Para dentro.

Estou vazia de avisos e já não sei mais do que sou capaz.

Tudo é escuro e sombrio depois da próxima curva.

Acho mesmo que posso enlouquecer e tenho verdadeiro pavor

Desse outro animal que mora em mim.

Bem no fundo.

No fim, somos todos animais, iguais em peso e medida.

Os mesmos quadrúpedes de antes,

O mesmo primitivo e velho homem predador e fugaz...

Os mesmos.

Estou presa a essa tese do pensamento

Onde o mundo gira ao redor,

Enquanto eu,

Vou cumprindo meu destino extraordinário de ser gente.

Apenas.

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