sexta-feira, 13 de abril de 2012

FARSA

De onde mesmo eu vinha
quando tudo desmoronou?
Pra onde mesmo eu vou?
Porque somente agora
me apavora
essa ideia de não saber,
de não ser?
Quem saberá o que eu não sei,
de mim,
daquilo que serei?
Justo eu, que de nada sei.
Nada sei!
A não ser desse tudo que não fui eu.
Em que instante
a vida que era minha se perdeu?
Sou uma farsa improvisada
em meios versos?
Sou todo esse deserto?
Só há perguntas
sem nenhuma conclusão...
Seria uma perfeita alucinação?
Só ilusão?
Sou ilusão.

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